TL;DR

Este glossário cobre 28 termos de vendas e canais, em cinco grupos. São eles: estratégia de canais, marketplaces, social e live commerce, números do caminho até a compra, e sortimento, preço e recomendação. O varejista brasileiro opera em média 3 a 5 canais ao mesmo tempo em 2026.

3–5 canais médios que o varejista BR opera simultaneamente em 2026
71% das compras online no Brasil passam por marketplaces (2026)
34% das vendas nascem em redes sociais, com social commerce em alta
Oito termos que aparecem na primeira conversa sobre vender em mais de um canal, com o exemplo brasileiro de cada um.
Termo Definição Exemplo no varejo BR Como o ERP suporta
OmnichannelLoja, site e aplicativo funcionando como um só, com o mesmo cadastro de clienteCompra pelo site e retira no balcão; devolve na loja o que comprou onlineUm sistema que organiza os pedidos, ligado ao caixa e ao site
MarketplaceSite grande onde vários lojistas vendem lado a lado e pagam comissãoMercado Livre, Shopee, Magalu, Amazon BRLigação pronta com cada canal, pelo APIECOMM da Onclick
Take rateA fatia que o marketplace fica de cada venda suaDe 10% a 22% nos principais marketplaces, conforme a categoriaRegra de comissão no módulo de vendas e financeiro
Buy boxO botão de compra em destaque quando vários vendem o mesmo produtoGanha quem tem melhor preço, reputação, prazo e estoqueAcompanhamento de preço e de reputação
CACQuanto custa trazer um cliente novo, somando anúncio e trabalhoReferência de mercado: no máximo um terço do LTVAgenda de clientes e módulo de marketing
LTVQuanto um cliente deixa no caixa ao longo do tempo com vocêLojas de moda miram acima de R$ 800 em doze mesesAgenda de clientes e módulo de fidelidade
Social commerceVender dentro da rede social, do interesse ao pagamento, sem sair do aplicativoTikTok Shop, Instagram Shopping, catálogo no WhatsApp BusinessCatálogo do sistema publicado direto na rede social
Precificação dinâmicaPreço que muda sozinho conforme procura, concorrente e estoqueAjuste automático no marketplace para segurar a buy boxMódulo de preço ligado a cada canal de venda

Como decidir em que canais a loja vai vender?5 termos

Multicanal

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O que é. Multicanal é vender em vários lugares ao mesmo tempo, como loja física, site e marketplace, mas cada canal funciona separado, com estoque e preço próprios. É como ter três caixas registradoras que não conversam entre si. O passo seguinte natural é o omnichannel, que junta esses canais numa coisa só.

Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026

Omnichannel

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O que é. Omnichannel é juntar todos os canais de venda numa experiência só, em que o cliente passa do site para a loja sem sentir diferença. O cliente vê o produto no Instagram, confere se tem na loja pelo site e retira no mesmo dia. Para isso, o estoque e o pedido precisam ser os mesmos em todo lugar.

Fonte: E-Commerce Brasil, Social commerce e IA no varejo 2026

Unified commerce

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O que é. Unified commerce é um passo além do omnichannel. Um único sistema controla estoque, pedido e pagamento de todos os canais em tempo real, em vez de vários sistemas conversando entre si. Uma venda no marketplace já desconta o mesmo estoque da loja física na hora, sem vender o que já saiu da prateleira.

Fonte: Bitcot, Digital Commerce Trends 2026

D2C (venda direta ao consumidor)

D2C#

O que é. D2C é a marca vendendo direto para o cliente final, sem passar por outra loja no meio do caminho. Isso dá mais controle sobre preço e dados do cliente, mas exige cuidar sozinho da entrega e do atendimento. No Brasil, pequenas empresas venderam cerca de R$ 2 bilhões assim no primeiro semestre de 2024.

Fonte: Ciclo E-commerce, O futuro do D2C; CNDL Varejo S.A

Headless commerce

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O que é. Headless commerce é separar a vitrine que o cliente vê do sistema que cuida do pedido. Os dois ficam ligados por uma API (a porta por onde dois sistemas trocam informação sozinhos). Isso permite ter site, aplicativo e totem de loja usando o mesmo motor por trás, sem refazer tudo do zero a cada canal novo.

Fonte: Bitcot, Digital Commerce Trends 2026

Como funcionam os marketplaces e seus modelos de venda?8 termos

Marketplace

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O que é. Marketplace é uma plataforma que reúne vários vendedores num só lugar, como um shopping online, cobrando uma comissão de cada venda. Anunciar lá dá acesso rápido a quem já está comprando ali. Em 2026, os marketplaces concentram cerca de 71% das compras online no Brasil.

Fonte: ABComm 2026; Joom Pulse, Marketplace no Brasil 2026

Seller

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O que é. Seller é o lojista que vende dentro de um marketplace, cuidando do próprio preço e estoque, mas pagando comissão por cada venda. Gerir preço e estoque certos em várias contas de seller ao mesmo tempo é um dos maiores desafios de quem vende em muitos canais.

Fonte: Anymarket, Comissão de marketplace 2026

Modelo 1P e 3P

1P/3P#

O que é. No modelo 1P, o marketplace compra o produto do fornecedor e revende como se fosse dele. No modelo 3P, o lojista vende direto ao cliente pela plataforma, pagando comissão. O 3P dá mais controle de margem ao lojista; o 1P troca esse controle por mais gente vendo o produto.

Fonte: E-Commerce Brasil, Estudo de rentabilidade em marketplaces

Take rate (comissão)

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O que é. Take rate é o percentual que o marketplace fica de cada venda, como comissão. Em 2026 costuma variar entre 10% e 20% no Brasil, dependendo da categoria e da plataforma. Numa venda de R$ 200 com take rate de 16%, o marketplace fica com R$ 32.

Fonte: ExpoEcomm, Magalu 9,9% 2026; Magis5, Comissão em marketplace

Buy box

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O que é. Buy box é o botão de compra em destaque, quando vários vendedores anunciam o mesmo produto. Quem ganha a buy box, por preço, prazo e reputação, leva a maior parte das vendas daquele anúncio. Vencer sem destruir a margem exige preço competitivo e boa reputação na plataforma.

Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026

Dropshipping

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O que é. Dropshipping é vender sem guardar estoque: ao receber o pedido, você repassa para um fornecedor entregar direto ao cliente. Isso reduz o dinheiro parado em estoque, mas tira de você o controle do prazo e da qualidade da entrega.

Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026

Marketplace in / out

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O que é. Marketplace in é abrir o seu próprio site para outros vendedores anunciarem, ganhando comissão e mais variedade de produto. Marketplace out é o contrário: sua loja vende dentro de marketplaces de terceiros, como Mercado Livre ou Amazon, pagando comissão para alcançar mais gente.

Fonte: Bling, Marketplaces do Brasil

Fulfillment by marketplace

FBM#

O que é. Fulfillment by marketplace é quando o próprio marketplace guarda, embala e despacha o seu produto a partir do centro de distribuição dele, como o Full do Mercado Livre. Isso garante entrega rápida, mas reduz um pouco a sua margem por produto vendido.

Fonte: Go Smarter; Joom Pulse, fulfillment marketplace 2026

Como vender dentro da rede social e ao vivo?3 termos

Social commerce

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O que é. Social commerce é vender direto dentro da rede social, do interesse até o pagamento, sem sair do aplicativo. A cliente vê um vestido num vídeo, toca no produto e finaliza a compra ali mesmo. Em 2026, 34% das compras online no Brasil já nascem em redes sociais.

Fonte: Opinion Box 2025; NuvemCommerce 2026

Live commerce

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O que é. Live commerce é vender ao vivo, com um apresentador mostrando o produto em tempo real enquanto quem assiste compra na hora. No Brasil, 31% dos consumidores já compraram assim, e a venda durante uma live pode ser até 8 vezes maior que num post comum.

Fonte: Central do Varejo; CNDL/SPC Brasil; ExpoEcomm 2026

Social selling

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O que é. Social selling é usar a rede social para construir relação e conduzir o cliente até a compra, tirando dúvida e enviando foto pelo WhatsApp. O pagamento pode fechar fora da rede. Em 2026, 85% dos lojistas da Nuvemshop apontam as redes sociais como principal forma de divulgar a loja.

Fonte: NuvemCommerce 2026

Que números mostram se o canal dá lucro?6 termos

Ticket médio

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O que é. Ticket médio é quanto cada cliente gasta, em média, por compra: o total vendido dividido pelo número de pedidos. Vender R$ 100 mil em 200 pedidos dá ticket médio de R$ 500. Aumentar esse número com um combo costuma custar menos do que buscar cliente novo.

Fonte: ABComm 2026; Abiacom 2026

Taxa de conversão

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O que é. A taxa de conversão (quando o interessado vira cliente pagante) é a porcentagem de visitantes que compram. Trezentos pedidos em 30 mil visitas dá 1% de conversão. No Brasil, a média fica entre 1,17% e 1,44%, e melhorar um pouco esse número já aumenta a venda sem gastar mais em anúncio.

Fonte: NuvemCommerce 2026; E-commerce Radar

Carrinho abandonado

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O que é. Carrinho abandonado é quando o cliente coloca produto no carrinho, mas sai sem pagar. No Brasil, isso acontece em cerca de 82% das compras iniciadas. O motivo mais comum é o frete que aparece caro só no fim: deixar o frete claro desde o início reduz essa perda.

Fonte: Neotrust; babitonhela, Taxa de conversão 2026

CAC (custo de aquisição de cliente)

CAC#

O que é. CAC (quanto custa trazer um cliente novo, somando anúncio e trabalho) é o que a loja gasta, em média, somando o investimento em anúncio e dividindo pelo número de clientes conquistados. Gastar R$ 10 mil em anúncio e trazer 100 clientes dá um CAC de R$ 100 por cliente. O ideal é que o cliente traga de volta pelo menos 3 vezes esse valor.

Fonte: emanda, CAC ideal para e-commerce 2026

LTV (valor do tempo de vida do cliente)

LTV#

O que é. LTV (quanto um cliente deixa no caixa ao longo do tempo com você) mede o cliente inteiro, não só na primeira compra. Um cliente que gasta R$ 200 por trimestre durante dois anos tem LTV de R$ 1.600 no período. Reter um cliente custa, em média, 5 vezes menos do que conquistar um novo.

Fonte: Financial Models Lab, Marketplace KPIs 2026

Recompra

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O que é. Recompra é quando o cliente volta a comprar da mesma loja. É o principal motor de um LTV alto, porque reter um cliente custa bem menos do que conquistar um novo. Lembrete e cesta recorrente ajudam a trazer o cliente de volta com mais frequência.

Fonte: McKinsey, intenção de compra 2026; Joom Pulse, recompra 2026

Como escolher o que vender, por quanto e para quem?6 termos

Sortimento

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O que é. Sortimento é o conjunto de produtos que a loja oferece, em quantas categorias e quantas variações de cada uma. Sortimento amplo demais deixa dinheiro parado em estoque; estreito demais faz a loja perder venda. Uma loja de calçado pode levar ao marketplace só os modelos que vendem mais rápido.

Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026

Mix de produtos

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O que é. Mix de produtos é o peso de cada categoria ou marca dentro do total que a loja vende. Enquanto o sortimento é a lista de produtos, o mix é a proporção entre eles. Uma farmácia que vende mais produto de marca própria, com mais margem, ganha mais lucro sem vender mais unidades.

Fonte: E-Commerce Brasil, D2C e mix de canais

Precificação dinâmica

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O que é. Precificação dinâmica é ajustar o preço com frequência, olhando demanda, concorrência e estoque, em vez de usar uma tabela fixa. O preço de um eletrônico pode subir um pouco quando o estoque baixa e cair quando o concorrente baixa o dele, sempre respeitando um piso de margem.

Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026

Cross-sell (venda cruzada)

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O que é. Cross-sell é oferecer um produto complementar ao que o cliente já está comprando, o clássico "quem comprou isto também levou". Ao comprar um celular, o cliente recebe sugestão de capa e película. É uma das formas mais baratas de aumentar a venda, porque fala com quem já decidiu comprar.

Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026

Up-sell

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O que é. Up-sell é oferecer uma versão melhor e um pouco mais cara do produto que o cliente já quer comprar. Diferente do cross-sell, que soma um item, o up-sell troca o item por um de maior valor. O cliente escolhe um notebook simples e a loja sugere o modelo com mais memória por um pouco mais.

Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026

Recomendação

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O que é. Recomendação é sugerir produto ao cliente com base no que ele e pessoas parecidas já compraram, hoje com ajuda de inteligência artificial. Cada visitante vê uma vitrine de "recomendados para você" diferente, o que ajuda a aumentar tanto a venda quanto o valor de cada pedido.

Fonte: Times Brasil/CNBC, e-commerce com IA 2026

Nenhum termo corresponde ao filtro. Limpe a busca para ver todos.

Loja própria x Marketplace x Social commerce

Comparação geral dos três grandes modelos de canal para o varejo brasileiro em 2026. Os percentuais de comissão e o cenário de tráfego variam por plataforma e categoria; trate como referência para decisão, não como tabela fixa. O ideal, na maioria dos casos, é combinar os três com estoque e preço centralizados em um único sistema.

Comparativo conceitual · Onclick · 2026
DimensãoLoja própria (D2C)MarketplaceSocial/Live commerce
Quem traz a demandaA própria marca (mídia, SEO, base)A plataforma (tráfego pronto, ~71% das compras online)A rede social e o criador (descoberta no feed/live)
Custo de canalSem comissão; paga mídia e operaçãoTake rate de ~10% a 20% por vendaTaxas variáveis da plataforma + mídia/criador
Controle de margem e preçoTotalLimitado (comissão + disputa de buy box)Médio (depende da plataforma e do checkout)
Dados do clientePropriedade total da marcaRestritos; a plataforma intermediaParciais; ficam muito na rede social
Velocidade para venderMais lenta (precisa construir tráfego)Rápida (demanda já existe)Rápida com conteúdo e influência certos
Logística / fulfillmentResponsabilidade da marcaPrópria ou do marketplace (ex.: Full, FBA)Própria ou integrada à loja/marketplace
Fidelização e recompraAlta (relacionamento direto, maior LTV)Baixa (cliente é do marketplace)Média (vínculo com a marca e o criador)
Melhor paraConstruir marca, margem e base própriaGanhar volume e visibilidade rapidamenteDescoberta, lançamento e prova social

Fonte: ABComm e E-Commerce Brasil, dados de mercado de 2026; material técnico da Onclick.

Por onde começar no seu próximo canal

Escolha um canal só para os próximos noventa dias. Use a tabela comparativa desta página e compare margem, dado do cliente e velocidade de venda antes de decidir.

Depois, separe os 6 termos de métricas de canal e funil e monte uma planilha com eles. Sem esses números, você não sabe se o canal novo dá lucro ou só dá movimento.

Por último, revise sortimento e preço daquele canal antes de abrir a venda. As 28 palavras deste glossário servem para você conduzir essa conversa, que era a promessa da abertura.