Este glossário cobre 28 termos de vendas e canais, em cinco grupos. São eles: estratégia de canais, marketplaces, social e live commerce, números do caminho até a compra, e sortimento, preço e recomendação. O varejista brasileiro opera em média 3 a 5 canais ao mesmo tempo em 2026.
| Termo | Definição | Exemplo no varejo BR | Como o ERP suporta |
|---|---|---|---|
| Omnichannel | Loja, site e aplicativo funcionando como um só, com o mesmo cadastro de cliente | Compra pelo site e retira no balcão; devolve na loja o que comprou online | Um sistema que organiza os pedidos, ligado ao caixa e ao site |
| Marketplace | Site grande onde vários lojistas vendem lado a lado e pagam comissão | Mercado Livre, Shopee, Magalu, Amazon BR | Ligação pronta com cada canal, pelo APIECOMM da Onclick |
| Take rate | A fatia que o marketplace fica de cada venda sua | De 10% a 22% nos principais marketplaces, conforme a categoria | Regra de comissão no módulo de vendas e financeiro |
| Buy box | O botão de compra em destaque quando vários vendem o mesmo produto | Ganha quem tem melhor preço, reputação, prazo e estoque | Acompanhamento de preço e de reputação |
| CAC | Quanto custa trazer um cliente novo, somando anúncio e trabalho | Referência de mercado: no máximo um terço do LTV | Agenda de clientes e módulo de marketing |
| LTV | Quanto um cliente deixa no caixa ao longo do tempo com você | Lojas de moda miram acima de R$ 800 em doze meses | Agenda de clientes e módulo de fidelidade |
| Social commerce | Vender dentro da rede social, do interesse ao pagamento, sem sair do aplicativo | TikTok Shop, Instagram Shopping, catálogo no WhatsApp Business | Catálogo do sistema publicado direto na rede social |
| Precificação dinâmica | Preço que muda sozinho conforme procura, concorrente e estoque | Ajuste automático no marketplace para segurar a buy box | Módulo de preço ligado a cada canal de venda |
Como decidir em que canais a loja vai vender?5 termos
Multicanal
#O que é. Multicanal é vender em vários lugares ao mesmo tempo, como loja física, site e marketplace, mas cada canal funciona separado, com estoque e preço próprios. É como ter três caixas registradoras que não conversam entre si. O passo seguinte natural é o omnichannel, que junta esses canais numa coisa só.
Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026Omnichannel
#O que é. Omnichannel é juntar todos os canais de venda numa experiência só, em que o cliente passa do site para a loja sem sentir diferença. O cliente vê o produto no Instagram, confere se tem na loja pelo site e retira no mesmo dia. Para isso, o estoque e o pedido precisam ser os mesmos em todo lugar.
Fonte: E-Commerce Brasil, Social commerce e IA no varejo 2026Unified commerce
#O que é. Unified commerce é um passo além do omnichannel. Um único sistema controla estoque, pedido e pagamento de todos os canais em tempo real, em vez de vários sistemas conversando entre si. Uma venda no marketplace já desconta o mesmo estoque da loja física na hora, sem vender o que já saiu da prateleira.
Fonte: Bitcot, Digital Commerce Trends 2026O que é. D2C é a marca vendendo direto para o cliente final, sem passar por outra loja no meio do caminho. Isso dá mais controle sobre preço e dados do cliente, mas exige cuidar sozinho da entrega e do atendimento. No Brasil, pequenas empresas venderam cerca de R$ 2 bilhões assim no primeiro semestre de 2024.
Fonte: Ciclo E-commerce, O futuro do D2C; CNDL Varejo S.AHeadless commerce
#O que é. Headless commerce é separar a vitrine que o cliente vê do sistema que cuida do pedido. Os dois ficam ligados por uma API (a porta por onde dois sistemas trocam informação sozinhos). Isso permite ter site, aplicativo e totem de loja usando o mesmo motor por trás, sem refazer tudo do zero a cada canal novo.
Fonte: Bitcot, Digital Commerce Trends 2026Como funcionam os marketplaces e seus modelos de venda?8 termos
Marketplace
#O que é. Marketplace é uma plataforma que reúne vários vendedores num só lugar, como um shopping online, cobrando uma comissão de cada venda. Anunciar lá dá acesso rápido a quem já está comprando ali. Em 2026, os marketplaces concentram cerca de 71% das compras online no Brasil.
Fonte: ABComm 2026; Joom Pulse, Marketplace no Brasil 2026Seller
#O que é. Seller é o lojista que vende dentro de um marketplace, cuidando do próprio preço e estoque, mas pagando comissão por cada venda. Gerir preço e estoque certos em várias contas de seller ao mesmo tempo é um dos maiores desafios de quem vende em muitos canais.
Fonte: Anymarket, Comissão de marketplace 2026O que é. No modelo 1P, o marketplace compra o produto do fornecedor e revende como se fosse dele. No modelo 3P, o lojista vende direto ao cliente pela plataforma, pagando comissão. O 3P dá mais controle de margem ao lojista; o 1P troca esse controle por mais gente vendo o produto.
Fonte: E-Commerce Brasil, Estudo de rentabilidade em marketplacesTake rate (comissão)
#O que é. Take rate é o percentual que o marketplace fica de cada venda, como comissão. Em 2026 costuma variar entre 10% e 20% no Brasil, dependendo da categoria e da plataforma. Numa venda de R$ 200 com take rate de 16%, o marketplace fica com R$ 32.
Fonte: ExpoEcomm, Magalu 9,9% 2026; Magis5, Comissão em marketplaceBuy box
#O que é. Buy box é o botão de compra em destaque, quando vários vendedores anunciam o mesmo produto. Quem ganha a buy box, por preço, prazo e reputação, leva a maior parte das vendas daquele anúncio. Vencer sem destruir a margem exige preço competitivo e boa reputação na plataforma.
Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026Dropshipping
#O que é. Dropshipping é vender sem guardar estoque: ao receber o pedido, você repassa para um fornecedor entregar direto ao cliente. Isso reduz o dinheiro parado em estoque, mas tira de você o controle do prazo e da qualidade da entrega.
Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026Marketplace in / out
#O que é. Marketplace in é abrir o seu próprio site para outros vendedores anunciarem, ganhando comissão e mais variedade de produto. Marketplace out é o contrário: sua loja vende dentro de marketplaces de terceiros, como Mercado Livre ou Amazon, pagando comissão para alcançar mais gente.
Fonte: Bling, Marketplaces do BrasilO que é. Fulfillment by marketplace é quando o próprio marketplace guarda, embala e despacha o seu produto a partir do centro de distribuição dele, como o Full do Mercado Livre. Isso garante entrega rápida, mas reduz um pouco a sua margem por produto vendido.
Fonte: Go Smarter; Joom Pulse, fulfillment marketplace 2026Social commerce
#O que é. Social commerce é vender direto dentro da rede social, do interesse até o pagamento, sem sair do aplicativo. A cliente vê um vestido num vídeo, toca no produto e finaliza a compra ali mesmo. Em 2026, 34% das compras online no Brasil já nascem em redes sociais.
Fonte: Opinion Box 2025; NuvemCommerce 2026Live commerce
#O que é. Live commerce é vender ao vivo, com um apresentador mostrando o produto em tempo real enquanto quem assiste compra na hora. No Brasil, 31% dos consumidores já compraram assim, e a venda durante uma live pode ser até 8 vezes maior que num post comum.
Fonte: Central do Varejo; CNDL/SPC Brasil; ExpoEcomm 2026Social selling
#O que é. Social selling é usar a rede social para construir relação e conduzir o cliente até a compra, tirando dúvida e enviando foto pelo WhatsApp. O pagamento pode fechar fora da rede. Em 2026, 85% dos lojistas da Nuvemshop apontam as redes sociais como principal forma de divulgar a loja.
Fonte: NuvemCommerce 2026Que números mostram se o canal dá lucro?6 termos
Ticket médio
#O que é. Ticket médio é quanto cada cliente gasta, em média, por compra: o total vendido dividido pelo número de pedidos. Vender R$ 100 mil em 200 pedidos dá ticket médio de R$ 500. Aumentar esse número com um combo costuma custar menos do que buscar cliente novo.
Fonte: ABComm 2026; Abiacom 2026Taxa de conversão
#O que é. A taxa de conversão (quando o interessado vira cliente pagante) é a porcentagem de visitantes que compram. Trezentos pedidos em 30 mil visitas dá 1% de conversão. No Brasil, a média fica entre 1,17% e 1,44%, e melhorar um pouco esse número já aumenta a venda sem gastar mais em anúncio.
Fonte: NuvemCommerce 2026; E-commerce RadarCarrinho abandonado
#O que é. Carrinho abandonado é quando o cliente coloca produto no carrinho, mas sai sem pagar. No Brasil, isso acontece em cerca de 82% das compras iniciadas. O motivo mais comum é o frete que aparece caro só no fim: deixar o frete claro desde o início reduz essa perda.
Fonte: Neotrust; babitonhela, Taxa de conversão 2026O que é. CAC (quanto custa trazer um cliente novo, somando anúncio e trabalho) é o que a loja gasta, em média, somando o investimento em anúncio e dividindo pelo número de clientes conquistados. Gastar R$ 10 mil em anúncio e trazer 100 clientes dá um CAC de R$ 100 por cliente. O ideal é que o cliente traga de volta pelo menos 3 vezes esse valor.
Fonte: emanda, CAC ideal para e-commerce 2026O que é. LTV (quanto um cliente deixa no caixa ao longo do tempo com você) mede o cliente inteiro, não só na primeira compra. Um cliente que gasta R$ 200 por trimestre durante dois anos tem LTV de R$ 1.600 no período. Reter um cliente custa, em média, 5 vezes menos do que conquistar um novo.
Fonte: Financial Models Lab, Marketplace KPIs 2026Recompra
#O que é. Recompra é quando o cliente volta a comprar da mesma loja. É o principal motor de um LTV alto, porque reter um cliente custa bem menos do que conquistar um novo. Lembrete e cesta recorrente ajudam a trazer o cliente de volta com mais frequência.
Fonte: McKinsey, intenção de compra 2026; Joom Pulse, recompra 2026Como escolher o que vender, por quanto e para quem?6 termos
Sortimento
#O que é. Sortimento é o conjunto de produtos que a loja oferece, em quantas categorias e quantas variações de cada uma. Sortimento amplo demais deixa dinheiro parado em estoque; estreito demais faz a loja perder venda. Uma loja de calçado pode levar ao marketplace só os modelos que vendem mais rápido.
Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026Mix de produtos
#O que é. Mix de produtos é o peso de cada categoria ou marca dentro do total que a loja vende. Enquanto o sortimento é a lista de produtos, o mix é a proporção entre eles. Uma farmácia que vende mais produto de marca própria, com mais margem, ganha mais lucro sem vender mais unidades.
Fonte: E-Commerce Brasil, D2C e mix de canaisPrecificação dinâmica
#O que é. Precificação dinâmica é ajustar o preço com frequência, olhando demanda, concorrência e estoque, em vez de usar uma tabela fixa. O preço de um eletrônico pode subir um pouco quando o estoque baixa e cair quando o concorrente baixa o dele, sempre respeitando um piso de margem.
Fonte: E-Commerce Brasil, Estratégias para marketplaces 2026Cross-sell (venda cruzada)
#O que é. Cross-sell é oferecer um produto complementar ao que o cliente já está comprando, o clássico "quem comprou isto também levou". Ao comprar um celular, o cliente recebe sugestão de capa e película. É uma das formas mais baratas de aumentar a venda, porque fala com quem já decidiu comprar.
Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026Up-sell
#O que é. Up-sell é oferecer uma versão melhor e um pouco mais cara do produto que o cliente já quer comprar. Diferente do cross-sell, que soma um item, o up-sell troca o item por um de maior valor. O cliente escolhe um notebook simples e a loja sugere o modelo com mais memória por um pouco mais.
Fonte: Nuvemshop, Tendências do e-commerce 2026Recomendação
#O que é. Recomendação é sugerir produto ao cliente com base no que ele e pessoas parecidas já compraram, hoje com ajuda de inteligência artificial. Cada visitante vê uma vitrine de "recomendados para você" diferente, o que ajuda a aumentar tanto a venda quanto o valor de cada pedido.
Fonte: Times Brasil/CNBC, e-commerce com IA 2026Nenhum termo corresponde ao filtro. Limpe a busca para ver todos.
Comparação geral dos três grandes modelos de canal para o varejo brasileiro em 2026. Os percentuais de comissão e o cenário de tráfego variam por plataforma e categoria; trate como referência para decisão, não como tabela fixa. O ideal, na maioria dos casos, é combinar os três com estoque e preço centralizados em um único sistema.
| Dimensão | Loja própria (D2C) | Marketplace | Social/Live commerce |
|---|---|---|---|
| Quem traz a demanda | A própria marca (mídia, SEO, base) | A plataforma (tráfego pronto, ~71% das compras online) | A rede social e o criador (descoberta no feed/live) |
| Custo de canal | Sem comissão; paga mídia e operação | Take rate de ~10% a 20% por venda | Taxas variáveis da plataforma + mídia/criador |
| Controle de margem e preço | Total | Limitado (comissão + disputa de buy box) | Médio (depende da plataforma e do checkout) |
| Dados do cliente | Propriedade total da marca | Restritos; a plataforma intermedia | Parciais; ficam muito na rede social |
| Velocidade para vender | Mais lenta (precisa construir tráfego) | Rápida (demanda já existe) | Rápida com conteúdo e influência certos |
| Logística / fulfillment | Responsabilidade da marca | Própria ou do marketplace (ex.: Full, FBA) | Própria ou integrada à loja/marketplace |
| Fidelização e recompra | Alta (relacionamento direto, maior LTV) | Baixa (cliente é do marketplace) | Média (vínculo com a marca e o criador) |
| Melhor para | Construir marca, margem e base própria | Ganhar volume e visibilidade rapidamente | Descoberta, lançamento e prova social |
Fonte: ABComm e E-Commerce Brasil, dados de mercado de 2026; material técnico da Onclick.
Por onde começar no seu próximo canal
Escolha um canal só para os próximos noventa dias. Use a tabela comparativa desta página e compare margem, dado do cliente e velocidade de venda antes de decidir.
Depois, separe os 6 termos de métricas de canal e funil e monte uma planilha com eles. Sem esses números, você não sabe se o canal novo dá lucro ou só dá movimento.
Por último, revise sortimento e preço daquele canal antes de abrir a venda. As 28 palavras deste glossário servem para você conduzir essa conversa, que era a promessa da abertura.
Como vender dentro da rede social e ao vivo?3 termos