A NFC-e (nota fiscal de consumidor eletrônica, o cupom fiscal online) virou a emissão obrigatória em São Paulo e no Ceará. Este mapa serve para varejistas que usam PDV (ponto de venda, o caixa da loja). Você vê o que mudou e como evitar parada no balcão.
Cenário: uma loja de roupa com balcão, provador e cinco caixas precisa vender sem susto. A troca mexe no certificado, no sistema e no plano usado quando a internet cai.
O que mudou em São Paulo e no Ceará?
Em São Paulo, o SAT-CF-e (aparelho fiscal do caixa paulista) foi encerrado em 31 de dezembro de 2025. A Portaria SRE nº 79/2024 alterou a Portaria CAT nº 147/2012.
No Ceará, o MF-e (aparelho fiscal do caixa cearense) seguiu o mesmo caminho. O Decreto nº 36.417, publicado em 23 de janeiro de 2025, exigiu a NFC-e a partir da mesma data.
| Estado | Modelo antigo | Norma | NFC-e desde |
| São Paulo | SAT-CF-e | Portaria SRE nº 79/2024 | 01/01/2026 |
| Ceará | MF-e | Decreto nº 36.417/2025 | 01/01/2026 |
Fontes legais usadas na tabela: Portaria SRE nº 79/2024, Portaria CAT nº 147/2012 e Decreto nº 36.417/2025.
Por que a troca afeta o caixa da loja?
A troca muda o jeito de emitir a nota no balcão. Antes, o aparelho fiscal validava o cupom localmente e transmitia em lote. Agora, a Sefaz (Secretaria da Fazenda, o fiscal online do estado) autoriza a nota na hora.
Na loja de roupa do cenário, o caixa precisa consultar a Sefaz em cada venda. O sistema deve imprimir ou enviar o DANFE (resumo da nota para o cliente), com QR Code que abre a nota no celular.
A mudança também padroniza a operação entre estados. Redes com mais de uma loja treinam a equipe em um único modelo fiscal. O suporte fica mais simples, e o estoque de aparelhos dedicados deixa de pesar.
O que muda no PDV da loja?
A migração para NFC-e pede três ajustes no PDV. Eles ficam no sistema, no certificado e no plano de contingência offline, que permite vender quando a internet cai.
- Certificado digital A1: arquivo que assina notas, como carimbo do caixa, e pode ficar instalado no sistema.
- Autorização online: a Sefaz aprova a nota no momento da venda e libera o DANFE com QR Code.
- Contingência offline: o PDV emite durante a queda e transmite quando a conexão volta, dentro do prazo legal.
Na loja de roupa, o A1 atende vários caixas pela mesma credencial. O A3 (certificado em token físico, como chave presa ao balcão) exigiria um dispositivo por terminal.
Como preparar certificado e contingência?
Comece pelo certificado A1 e agende a renovação antes do vencimento. O processo fiscal deve avisar a equipe com antecedência, porque certificado vencido trava a emissão e atrasa a fila.
Depois, teste a contingência fora do pico de movimento. Desligue a internet em um horário calmo, faça uma venda de teste e confira se a transmissão ocorre quando a conexão volta.
Esse teste protege a loja de roupa no sábado de maior movimento. O processo fica claro para caixa, gerente e contador, antes que uma queda real chegue ao balcão.
Ver etapas em texto
- Contrata certificado A1
- Configura PDV online
- Emite NFC-e 65
- Sefaz autoriza
- DANFE com QR Code
- Contingência offline
A NFC-e já recebe os campos da reforma?
Sim. A NFC-e modelo 65 segue o modelo nacional que recebeu campos de IBS e CBS (novos tributos do consumo, como linhas do cupom). A mudança veio pela Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002.
A migração resolve duas frentes no mesmo processo fiscal. A loja sai do aparelho antigo e passa a usar o documento que aceita os campos da reforma tributária desde janeiro de 2026.
Quem vende no balcão e no e-commerce (loja online, como vitrine aberta no site) também ganha ordem. A NFC-e cobre a loja física, e a NF-e modelo 55 cobre a venda online.
Como a Onclick ajuda sua loja a migrar?
O PDV Web da Onclick foi feito para emitir NFC-e modelo 65 online. Ele usa certificado A1 compartilhado entre caixas, gera DANFE com QR Code e mantém contingência offline no fluxo de venda.
O sistema também trabalha com os campos de IBS e CBS da NT RFB/CGIBS 2025.002. Assim, varejistas de São Paulo e do Ceará tratam a saída do SAT ou do MF-e no mesmo ambiente.
Na operação com balcão e e-commerce, o APIECOMM e o ON CLOUD ERP (sistema de gestão da loja, como o caderno do balcão) usam a mesma base fiscal. Se a sua loja precisa migrar, peça uma avaliação do PDV Web da Onclick hoje.
Quais dúvidas aparecem na migração?
O SAT acabou em quais estados?
O SAT-CF-e foi encerrado em São Paulo, e o MF-e foi encerrado no Ceará. Nos dois estados, a NFC-e modelo 65 passou a ser exigida no varejo presencial em 1º de janeiro de 2026.
Qual a diferença entre SAT, MF-e e NFC-e?
SAT e MF-e eram aparelhos fiscais usados no caixa. A NFC-e modelo 65 é a nota de consumidor eletrônica, autorizada online pela Sefaz no momento da venda, sem aparelho dedicado por terminal.
Por que usar certificado digital A1?
O A1 é um arquivo instalado no sistema e pode atender vários caixas. Em uma loja com cinco terminais, a mesma credencial ajuda a emitir notas sem depender de um token físico por caixa.
Como vender quando a internet cai?
O PDV precisa emitir em contingência offline. O cupom é entregue ao cliente, e a transmissão para a Sefaz acontece quando a conexão volta, dentro do prazo legal.
A migração já ajuda na reforma tributária?
Sim. A NFC-e modelo 65 já aceita os campos de IBS e CBS previstos na NT RFB/CGIBS 2025.002. A loja troca o modelo fiscal e prepara o documento para esses campos.
A NFC-e serve para loja física e venda online?
A NFC-e cobre o balcão da loja física. Para a venda online, a NF-e modelo 55 entra no processo. Com o mesmo sistema fiscal, os dois canais ficam na mesma rotina de emissão.