Quando cinco pessoas reaproveitam o mesmo artigo pilar em dez canais, a marca vira dez marcas em duas semanas. Uma peça fala em primeira pessoa do plural, outra trata o lojista por você, uma terceira promete resultado que ninguém mediu e uma quarta corta o número pela metade para caber na tela. A correção não é um manual de trinta páginas. São quatro documentos curtos, um fluxo de aprovação com prazo e um registro de quem publicou o quê.

21/05/2026publicação do novo Guia de Publicidade por Influenciadores (CONAR, 2026)
01/06/2026início da vigência do guia para conteúdo com contrapartida (CONAR, 2026)
45%dos líderes de marketing não medem com precisão a visibilidade da marca em IA (Semrush, 2026)
Em resumo
  • Escreva o guia de voz em uma página, com cinco regras de forma e cinco exemplos de frase reescrita.
  • Mantenha uma lista de fatos autorizados que qualquer pessoa pode afirmar sem consultar ninguém.
  • Mantenha uma lista de afirmações proibidas, com o motivo escrito ao lado de cada item.
  • Prenda o carimbo de procedência ao número, para que fonte, ano e ressalva viajem juntos até a última tela do carrossel.

O guia de voz de uma página

Alcance publicitário das plataformas no Brasil, em percentual da população (DataReportal, 2026)
YouTubeYouTube: 70.4%70.4%InstagramInstagram: 69%69%FacebookFacebook: 51.3%51.3%LinkedInLinkedIn: 42.3%42.3%
Ver dados
ItemValor
YouTube70.4%
Instagram69%
Facebook51.3%
LinkedIn42.3%

Uma página, dois blocos. No primeiro, cinco regras de forma que valem em todo canal: tratamento do leitor, uso de número, tamanho de frase, jargão permitido e formato da chamada final. No segundo, cinco frases reais tiradas de peças antigas, cada uma seguida da versão reescrita. O exemplo ensina mais rápido que a regra abstrata.

Imprima e cole ao lado da tela de quem produz. Se o guia precisa de índice, ele já falhou. Revise a cada seis meses, com as frases problemáticas do semestre entrando no lugar dos exemplos antigos.

A lista de fatos autorizados

É a lista do que qualquer pessoa da equipe pode afirmar sem pedir autorização. Cada linha tem quatro campos: a afirmação exata, a fonte, o ano e a data até a qual ela vale. Quem produz consulta a lista, copia a afirmação inteira e segue o trabalho.

Exemplo de linha para 2026: a partir de 1º de janeiro de 2026 os contribuintes devem emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque da CBS e do IBS, individualizados por operação, conforme as orientações da Receita Federal para a reforma tributária.

A base legal é a Lei Complementar nº 214 de 2025. Ao lado, registre a observação de que 2026 é ano de teste e de que o contribuinte que emitir observando as normas vigentes fica dispensado do recolhimento de IBS e CBS.

A lista de afirmações proibidas

Mais curta que a primeira e mais importante. Cada item traz o motivo ao lado, porque proibição sem motivo é desobedecida na primeira urgência.

  • Números de alíquota de teste da reforma. As orientações publicadas pela Receita Federal falam de emissão com destaque de CBS e IBS, sem confirmar percentuais simbólicos. Escreva alíquotas simbólicas de teste, sem número.
  • Case de cliente nomeado. Só entra com autorização escrita do cliente e com números conferidos por ele.
  • Promessa de resultado. Nenhuma peça afirma ganho de vendas ou de tempo que a operação não mediu.
  • Regra de plataforma não documentada. Se a regra não está escrita na central de ajuda do canal, ela não é citada como regra.

O carimbo de procedência que viaja com o número

Todo número sai do pilar dentro de um bloco fixo com quatro campos: valor, o que ele mede, fonte e ano. Esse bloco é copiado inteiro para a peça, seja legenda de post, tela de carrossel ou fala de vídeo. Se o formato não comporta os quatro campos, o número fica de fora e a peça usa mecanismo em lugar de estatística.

Quando a fonte traz ressalva, a ressalva entra no carimbo. Um estudo feito em um único site, por exemplo, viaja sempre com a frase que diz isso. Número solto em tela de carrossel é a forma mais comum de a marca perder credibilidade sem perceber.

Quem aprova o quê, em quanto tempo

Tipo de peçaQuem aprovaPrazo
Peça só com fato autorizadoNinguém, publicação diretaImediato
Peça com número novoResponsável pelo banco de fatos24 horas
Peça sobre tema fiscalContabilidade ou fiscal48 horas
Peça com parceria ou permutaJurídico ou sócio responsável48 horas

Prazo vencido sem resposta significa peça parada. Aprovação silenciosa é o caminho mais rápido para uma afirmação errada no ar em nome da empresa.

Autoria, IA e publicidade declarada

A documentação do Google sobre conteúdo útil e confiável organiza a avaliação em Quem, Como e Por quê, e recomenda deixar evidente para o visitante quem assinou o conteúdo, com assinatura nos formatos em que o leitor espera encontrar autor. O mesmo material pergunta se o uso de automação, incluindo geração por IA, é evidente para o visitante e se há explicação sobre como isso foi usado.

No conteúdo com contrapartida vale o Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais do CONAR, publicado em 21 de maio de 2026 e em vigor desde 1º de junho de 2026. Ele exige dois requisitos cumulativos para configurar publicidade: promoção de consumo ou de marca e contrapartida do anunciante.

Havendo os dois, a identificação precisa ser ostensiva, destacada e visível em primeiro plano, sem depender de clicar em mais conteúdo. As regras valem independentemente da tecnologia empregada, o que alcança conteúdo sintético e perfis gerados por IA.

Governança de reuso
Guia de vozFatos autorizadosLista de vetosAprovar por tipoRegistrar saída
Ver etapas em texto
  1. Guia de voz
  2. Fatos autorizados
  3. Lista de vetos
  4. Aprovar por tipo
  5. Registrar saída

Como a Onclick ajuda

A lista de fatos autorizados de um varejista fica muito mais sólida quando cada afirmação operacional aponta para um comportamento verificável do sistema. O ERP Onclick sustenta as afirmações sobre parametrização fiscal e estoque, o PDV Web sustenta o que a equipe afirma sobre emissão de NFC-e no balcão e a APIECOMM sustenta o que se diz sobre sincronia de pedidos e estoque com marketplaces.

Monte a lista em uma planilha única com afirmação, fonte, ano e validade, publique o link para toda a equipe e conecte cada linha ao banco de conteúdo. Assim o motor de reaproveitamento roda sem que cada pessoa reinvente a voz da marca.

Perguntas frequentes

O guia de voz precisa de quantas páginas?

Uma. Dois blocos cabem nela. No primeiro, cinco regras de forma que valem em qualquer canal: como tratar o leitor, como apresentar número, tamanho máximo de frase, jargão permitido e formato da chamada final. No segundo, cinco frases reais retiradas de peças antigas, cada uma com a versão reescrita ao lado. Imprima e cole ao lado da tela de quem produz. Se o documento precisar de índice ou de sumário, ele já falhou, porque ninguém consulta manual longo com prazo apertado. Revise a cada seis meses trocando os exemplos pelos problemas do semestre.

O que entra na lista de fatos autorizados?

Toda afirmação que qualquer pessoa da equipe pode publicar sem consultar ninguém. Cada linha tem quatro campos: a afirmação exata como deve ser escrita, a fonte, o ano e a data até a qual vale. Exemplo de linha para 2026: a partir de 1º de janeiro de 2026 os contribuintes devem emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque de CBS e IBS, individualizados por operação, conforme orientações da Receita Federal, com base na Lei Complementar nº 214 de 2025. Quem produz copia a afirmação inteira, sem parafrasear, porque a paráfrase é onde o erro entra.

Como o número não se perde quando a peça muda de canal?

Prendendo o carimbo de procedência ao número. O carimbo tem quatro campos fixos: valor, o que ele mede, fonte e ano. Ele é copiado inteiro do pilar para a peça, seja legenda de post, tela de carrossel ou fala de vídeo. Se o formato não comporta os quatro campos, o número fica de fora e a peça usa mecanismo em lugar de estatística. Quando a fonte original traz ressalva, por exemplo um estudo feito em um único site, a ressalva entra no carimbo e viaja junto. Número solto em tela de carrossel é o jeito mais rápido de perder credibilidade.

Preciso avisar quando uso IA para produzir a peça?

A documentação do Google sobre conteúdo útil pergunta diretamente se o uso de automação, incluindo geração por IA, é evidente para o visitante e se há explicação sobre como isso foi usado. Ela também recomenda assinatura de autor nos formatos em que o leitor espera identificar quem escreveu. Do lado publicitário, o Guia do CONAR em vigor desde 1º de junho de 2026 afirma que as regras valem independentemente da tecnologia empregada, alcançando conteúdo sintético e influenciadores gerados por IA, que respondem integralmente por veracidade e transparência.

Toda peça precisa de aprovação antes de publicar?

Não. Peça montada apenas com itens da lista de fatos autorizados sai direto, sem fila. Peça com número novo vai para o responsável pelo banco de fatos, com prazo de 24 horas. Peça de tema fiscal passa pela contabilidade, com 48 horas. Peça com parceria, permuta ou qualquer contrapartida vai para o jurídico ou para o sócio responsável, também em 48 horas. Prazo vencido sem resposta significa peça parada, nunca aprovação automática. Deixe essa tabela visível no mesmo lugar do guia de voz, para que ninguém precise perguntar quem decide.

Quando a peça precisa ser identificada como publicidade?

Segundo o Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais do CONAR, publicado em 21 de maio de 2026 e vigente desde 1º de junho de 2026, são dois requisitos cumulativos: promoção destinada a estimular consumo ou divulgar marca e existência de contrapartida, como pagamento, comissionamento, benefício ou outra conexão material. Havendo os dois, a identificação precisa ser ostensiva, destacada e visível em primeiro plano, sem depender de clicar em mais conteúdo. Use a ferramenta nativa da plataforma ou uma hashtag clara. Menção por brinde ou convite, sem remuneração e sem ingerência, em geral não é publicidade formal, mas a relação ainda deve ser revelada.