A NF-e, nota fiscal eletrônica da venda, ganhou campos de CBS e IBS desde janeiro de 2026. A regra também vale para a NFC-e, cupom fiscal eletrônico do balcão, usada por muitas lojas no varejo.

Cenário: uma loja de roupa vende no balcão, no WhatsApp e no site. A mesma camiseta pode ter cor, tamanho e preço diferentes, então o cadastro precisa guiar a nota sem depender de planilha solta.

1%alíquota-teste para cálculo
jan/2026campos IBS/CBS no leiaute
2033término da transição

Fontes desta página: Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, Lei Complementar nº 214/2025 e Senado Federal para a alíquota-teste da Reforma Tributária.

O que mudou na nota fiscal?

A alíquota-teste soma 1%, com 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Fonte: Senado Federal, dados de 2026
CBS (federal)CBS (federal): 0.9%0.9%IBS (estadual/municipal)IBS (estadual/municipal): 0.1%0.1%
Ver dados
ItemValor
CBS (federal)0.9%
IBS (estadual/municipal)0.1%

A mudança principal está no arquivo da nota. O XML, arquivo digital que carrega os dados fiscais, passou a ter um bloco para os tributos da Reforma sobre o consumo.

Antes, a loja lidava com ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins nas rotinas fiscais. Agora, os campos de IBS e CBS convivem com esses tributos durante a transição definida em lei.

Na loja de roupa, a venda da camiseta no caixa precisa levar os novos campos. Se o emissor usa o leiaute antigo, o processo pode travar na autorização da nota.

Como preencher CST e cClassTrib?

Depois do leiaute, o próximo ponto é o cadastro. O CST, Código de Situação Tributária, funciona como a etiqueta fiscal que diz o tratamento da venda.

O cClassTrib, Código de Classificação Tributária, detalha a regra dentro do CST. Ele mostra a situação exata da operação, como produto com alíquota zero ou regime próprio.

A combinação entre CST e cClassTrib orienta o cálculo. Na loja de roupa, cada SKU, cada variação de produto, como camiseta P azul, precisa receber a regra certa.

O erro costuma nascer em dado antigo. Um NCM, código fiscal do tipo de produto, como etiqueta do estoque, pode gerar nota rejeitada ou crédito menor.

Por que o crédito muda o caixa?

Com IBS e CBS, a nota de entrada ganha mais peso no caixa. Crédito fiscal é o valor que abate imposto depois, como desconto registrado no controle da loja.

A regra de não cumulatividade ampla evita imposto em cascata. Mercadorias, energia, serviços e bens do estabelecimento podem gerar crédito quando a entrada fica bem escriturada.

No cenário da loja de roupa, a compra de peças para revenda precisa entrar correta. Cada nota de fornecedor pode reduzir o imposto devido na venda seguinte.

Por isso, o processo precisa ligar compra, cadastro e emissão. Quando a entrada fica incompleta, o sistema calcula menos crédito e a margem sente a diferença.

Quais números guiam a revisão?

  • 1º de janeiro de 2026: início dos campos de IBS e CBS no leiaute da NF-e e da NFC-e.
  • 1% de alíquota-teste: soma de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS durante o ano de teste.
  • Lei Complementar nº 214/2025: norma que institui IBS, CBS e Imposto Seletivo.
  • 2033: término da transição, com extinção de ICMS, ISS, PIS e Cofins.

O que revisar na loja hoje?

A revisão começa pelo emissor de nota. Atualize o sistema para o leiaute da Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, manual que orienta a nota, como regra do balcão.

Depois, revise o cadastro item a item. Na loja de roupa, separe camisetas, calças, vestidos e acessórios, porque cada grupo pode ter CST e cClassTrib próprios.

Em seguida, confira as entradas. A compra do fornecedor precisa trazer dados suficientes para o crédito fiscal, da mesma forma que a etiqueta ajuda o caixa na venda.

Valide algumas notas todos os dias durante o teste. A alíquota de 1% reduz o impacto do erro agora, mas o cadastro ruim vira custo quando a transição avança.

flowchart LR
  A[Produto no cadastro] --> B[CST do IBS/CBS]
  B --> C[cClassTrib]
  C --> D[Cálculo na emissão]
  D --> E[Crédito amplo nas entradas]

Como a Onclick ajuda nessa rotina?

O ERP Onclick, sistema de gestão da loja, como o caderno do balcão, leva a regra fiscal para o fluxo diário. O cadastro do produto passa a guardar CST e cClassTrib.

Com isso, o cálculo de IBS e CBS sai na emissão da NF-e e da NFC-e. A escrituração das entradas também ajuda a capturar o crédito fiscal ligado às compras.

Na loja de roupa, a regra acompanha o produto desde o cadastro até o caixa. O processo passa pelo PDV Web, caixa online da loja, pelo APIECOMM e pela integração com o KPL.

Quais dúvidas aparecem na prática?

A CBS e o IBS já aparecem na nota fiscal?

Aparecem desde janeiro de 2026 no leiaute da NF-e e da NFC-e. Mesmo em fase de teste, os campos precisam estar no arquivo da nota quando o ambiente fiscal exige o modelo atualizado.

Qual é a alíquota de CBS e IBS?

A alíquota-teste é de 1% no ano de teste. Ela soma 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, com cálculo no documento fiscal conforme as regras de transição.

O que são CST e cClassTrib?

CST é o código que mostra o tratamento fiscal da operação. cClassTrib detalha a regra dentro desse código. Juntos, eles orientam o cálculo de IBS e CBS na nota.

Por que a nota de entrada ficou mais importante?

Porque a entrada pode gerar crédito fiscal de IBS e CBS. Na prática, a compra do fornecedor bem registrada ajuda a reduzir o imposto devido na venda da loja.

Qual erro mais atrapalha o varejo?

O processo costuma falhar no cadastro. Produto com NCM antigo, CST genérico ou cClassTrib errado pode gerar rejeição de nota ou crédito fiscal menor que o devido.

Como começar sem travar a operação?

Comece pelo emissor, depois revise os produtos de maior venda. Na loja de roupa, confira primeiro as peças que mais saem no caixa e no site.

O que você pode fazer agora? A CBS e o IBS já chegaram à rotina da nota fiscal. A gente recomenda revisar hoje o emissor, o cadastro dos produtos mais vendidos e as notas de entrada da sua loja.

Leia também sobre conformidade no varejo. Estes conteúdos ajudam a continuar a revisão fiscal e operacional da loja, com temas ligados à nota, aos dados e ao caixa.