A NF-e, nota fiscal eletrônica da venda, ganhou campos de CBS e IBS desde janeiro de 2026. A regra também vale para a NFC-e, cupom fiscal eletrônico do balcão, usada por muitas lojas no varejo.
Cenário: uma loja de roupa vende no balcão, no WhatsApp e no site. A mesma camiseta pode ter cor, tamanho e preço diferentes, então o cadastro precisa guiar a nota sem depender de planilha solta.
Fontes desta página: Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, Lei Complementar nº 214/2025 e Senado Federal para a alíquota-teste da Reforma Tributária.
O que mudou na nota fiscal?
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| Item | Valor |
|---|---|
| CBS (federal) | 0.9% |
| IBS (estadual/municipal) | 0.1% |
A mudança principal está no arquivo da nota. O XML, arquivo digital que carrega os dados fiscais, passou a ter um bloco para os tributos da Reforma sobre o consumo.
Antes, a loja lidava com ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins nas rotinas fiscais. Agora, os campos de IBS e CBS convivem com esses tributos durante a transição definida em lei.
Na loja de roupa, a venda da camiseta no caixa precisa levar os novos campos. Se o emissor usa o leiaute antigo, o processo pode travar na autorização da nota.
Como preencher CST e cClassTrib?
Depois do leiaute, o próximo ponto é o cadastro. O CST, Código de Situação Tributária, funciona como a etiqueta fiscal que diz o tratamento da venda.
O cClassTrib, Código de Classificação Tributária, detalha a regra dentro do CST. Ele mostra a situação exata da operação, como produto com alíquota zero ou regime próprio.
A combinação entre CST e cClassTrib orienta o cálculo. Na loja de roupa, cada SKU, cada variação de produto, como camiseta P azul, precisa receber a regra certa.
O erro costuma nascer em dado antigo. Um NCM, código fiscal do tipo de produto, como etiqueta do estoque, pode gerar nota rejeitada ou crédito menor.
Por que o crédito muda o caixa?
Com IBS e CBS, a nota de entrada ganha mais peso no caixa. Crédito fiscal é o valor que abate imposto depois, como desconto registrado no controle da loja.
A regra de não cumulatividade ampla evita imposto em cascata. Mercadorias, energia, serviços e bens do estabelecimento podem gerar crédito quando a entrada fica bem escriturada.
No cenário da loja de roupa, a compra de peças para revenda precisa entrar correta. Cada nota de fornecedor pode reduzir o imposto devido na venda seguinte.
Por isso, o processo precisa ligar compra, cadastro e emissão. Quando a entrada fica incompleta, o sistema calcula menos crédito e a margem sente a diferença.
Quais números guiam a revisão?
- 1º de janeiro de 2026: início dos campos de IBS e CBS no leiaute da NF-e e da NFC-e.
- 1% de alíquota-teste: soma de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS durante o ano de teste.
- Lei Complementar nº 214/2025: norma que institui IBS, CBS e Imposto Seletivo.
- 2033: término da transição, com extinção de ICMS, ISS, PIS e Cofins.
O que revisar na loja hoje?
A revisão começa pelo emissor de nota. Atualize o sistema para o leiaute da Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, manual que orienta a nota, como regra do balcão.
Depois, revise o cadastro item a item. Na loja de roupa, separe camisetas, calças, vestidos e acessórios, porque cada grupo pode ter CST e cClassTrib próprios.
Em seguida, confira as entradas. A compra do fornecedor precisa trazer dados suficientes para o crédito fiscal, da mesma forma que a etiqueta ajuda o caixa na venda.
Valide algumas notas todos os dias durante o teste. A alíquota de 1% reduz o impacto do erro agora, mas o cadastro ruim vira custo quando a transição avança.
flowchart LR A[Produto no cadastro] --> B[CST do IBS/CBS] B --> C[cClassTrib] C --> D[Cálculo na emissão] D --> E[Crédito amplo nas entradas]
Como a Onclick ajuda nessa rotina?
O ERP Onclick, sistema de gestão da loja, como o caderno do balcão, leva a regra fiscal para o fluxo diário. O cadastro do produto passa a guardar CST e cClassTrib.
Com isso, o cálculo de IBS e CBS sai na emissão da NF-e e da NFC-e. A escrituração das entradas também ajuda a capturar o crédito fiscal ligado às compras.
Na loja de roupa, a regra acompanha o produto desde o cadastro até o caixa. O processo passa pelo PDV Web, caixa online da loja, pelo APIECOMM e pela integração com o KPL.
Quais dúvidas aparecem na prática?
A CBS e o IBS já aparecem na nota fiscal?
Aparecem desde janeiro de 2026 no leiaute da NF-e e da NFC-e. Mesmo em fase de teste, os campos precisam estar no arquivo da nota quando o ambiente fiscal exige o modelo atualizado.
Qual é a alíquota de CBS e IBS?
A alíquota-teste é de 1% no ano de teste. Ela soma 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, com cálculo no documento fiscal conforme as regras de transição.
O que são CST e cClassTrib?
CST é o código que mostra o tratamento fiscal da operação. cClassTrib detalha a regra dentro desse código. Juntos, eles orientam o cálculo de IBS e CBS na nota.
Por que a nota de entrada ficou mais importante?
Porque a entrada pode gerar crédito fiscal de IBS e CBS. Na prática, a compra do fornecedor bem registrada ajuda a reduzir o imposto devido na venda da loja.
Qual erro mais atrapalha o varejo?
O processo costuma falhar no cadastro. Produto com NCM antigo, CST genérico ou cClassTrib errado pode gerar rejeição de nota ou crédito fiscal menor que o devido.
Como começar sem travar a operação?
Comece pelo emissor, depois revise os produtos de maior venda. Na loja de roupa, confira primeiro as peças que mais saem no caixa e no site.
O que você pode fazer agora? A CBS e o IBS já chegaram à rotina da nota fiscal. A gente recomenda revisar hoje o emissor, o cadastro dos produtos mais vendidos e as notas de entrada da sua loja.