Este glossário reúne 27 termos de ERP e gestão em 5 grupos: fundamentos, modelos de entrega, custos e retorno, implantação e tecnologia e contrato. É mais útil para quem avalia ou troca de sistema, na fase de proposta e negociação.
| Termo | Definição curta | Por que importa | Onde ver no ERP |
|---|---|---|---|
| ERP | Sistema único que junta venda, estoque, financeiro e nota fiscal | Acaba com a planilha paralela e com o dado que não bate entre setores | Painel geral / módulos ativos |
| TCO | A conta completa do sistema: licença, implantação, treinamento e manutenção | Mostra a diferença real entre propostas que parecem custar o mesmo | Relatório financeiro / contrato |
| ROI | Quanto a loja ganha de volta para cada real investido no sistema | Justifica a decisão e define a meta de economia do projeto | Painel de indicadores |
| SaaS | Sistema usado pela internet, com mensalidade, sem instalar nada na loja | Dispensa comprar servidor e passa a atualização para o fornecedor | Modelo de contratação / plano |
| Go-live | O dia em que o sistema novo passa a valer para toda a equipe | Sem ensaio antes, esse dia vira dia de loja parada | Cronograma do projeto |
| Migração de dados | Levar cadastro, estoque e histórico do sistema antigo para o novo | É a causa mais comum de atraso e de conserto manual na troca | Ferramenta de importação |
| SLA / uptime | A promessa por escrito de quanto tempo o sistema fica no ar | Define a penalidade do fornecedor e o risco de a loja parar | Portal do fornecedor / contrato |
| Vendor lock-in | Ficar preso a um fornecedor porque sair custa caro ou demora | Reduz o seu poder de negociar na hora de renovar o contrato | Cláusulas do contrato |
| API-first | Sistema que já nasce pronto para conversar com outros programas | É o que permite ligar marketplace, pagamento e nota fiscal sem gambiarra | Documentação técnica / conectores |
| LGPD no ERP | Cuidar dos dados de cliente guardados no sistema, como a lei exige | Multa de até 2% do faturamento, com teto de R$ 50 milhões por infração | Configurações de segurança / auditoria |
O que é um ERP e do que ele é feito?4 termos
O que é. ERP é o sistema único que junta venda, estoque, financeiro e nota fiscal da loja num só lugar. É como trocar vários cadernos separados atrás do balcão por um caderno só, que todo mundo atualiza ao mesmo tempo. Quando você vende um produto, o ERP já desconta do estoque e lança no caixa na hora.
Fonte: ABES/IDC, Mercado Brasileiro de Software 2026Módulo
#O que é. Módulo é cada parte do sistema que cuida de uma tarefa: financeiro, estoque, PDV ou vendas. É como gavetas separadas dentro do mesmo balcão, cada uma guardando um tipo de coisa. Você contrata só as gavetas que a loja usa hoje e abre outras conforme cresce.
Fonte: OnclickDado mestre (master data)
#O que é. Dado mestre é a lista básica que o sistema usa em tudo: cadastro de produto, de cliente e de preço. É como a etiqueta de preço colada no produto: se ela estiver errada, todo mundo que olhar vai errar junto. Cadastro duplicado ou incompleto gera preço errado no caixa e nota fiscal recusada.
Fonte: OnclickIntegração nativa
#O que é. Integração nativa é a conexão que o próprio sistema já traz pronta com marketplace, pagamento ou nota fiscal. É como um balcão que já vem com telefone instalado, em vez de você correr atrás de um técnico depois. Ela costuma ser mais estável, porque o fabricante testa e atualiza junto com o sistema.
Fonte: OnclickOnde o sistema roda e como ele é entregue?6 termos
O que é. SaaS é o sistema que você acessa pela internet, com uma mensalidade, sem instalar nada no computador da loja. É como alugar o ponto em vez de comprar o imóvel: você paga para usar, e quem cuida da manutenção é o dono. No Brasil, a nuvem já responde por cerca de 25% do armazenamento de dados, segundo a ABES/IDC.
Fonte: ABES/IDC, Mercado Brasileiro de Software 2026Nuvem (cloud)
#O que é. Nuvem é onde os dados e o sistema ficam guardados, num computador distante que você acessa pela internet. É como guardar o dinheiro no banco em vez de na gaveta do caixa: acessa de qualquer lugar, mas depende de conexão. A IDC aponta a nuvem como prioridade para 48% dos líderes de negócio no Brasil.
Fonte: IDC Brasil, 2025On-premise (local)
#O que é. On-premise é o sistema instalado dentro da própria loja, num computador que você compra e mantém. É como ter o estoque só no depósito dos fundos, sem cópia em outro lugar. Estudos de TCO mostram que esse modelo costuma custar mais em 5 a 10 anos, somando equipe e troca de máquina.
Fonte: Bizowie, ERP TCO Comparison 2026Híbrido
#O que é. Híbrido mistura os dois modelos: parte do sistema roda dentro da loja e parte na nuvem. É como manter o caixa funcionando no balcão mesmo se a internet cair, enquanto o relatório segue na nuvem. O ganho é equilíbrio entre controle e acesso remoto, ao custo de mais coisa para gerenciar.
Fonte: Accrets, Cloud vs On-Premise 2026Multitenant (multi-inquilino)
#O que é. Multitenant quer dizer que várias lojas usam o mesmo sistema ao mesmo tempo, cada uma vendo só os seus próprios dados. É como um prédio comercial com salas separadas: todos dividem a mesma estrutura, mas ninguém entra na sala do vizinho. Isso é o que permite ao SaaS custar menos e atualizar todo mundo de uma vez.
Fonte: OnclickEscalabilidade
#O que é. Escalabilidade é a capacidade do sistema de aguentar mais venda e mais gente usando ao mesmo tempo, sem travar. É como um balcão que ganha mais um atendente na Black Friday sem parar a fila. Sistema sem essa capacidade trava e derruba venda justamente no dia de pico.
Fonte: OnclickQuanto custa e quando o sistema se paga?4 termos
O que é. TCO é a conta completa do sistema: o que você paga de licença, mais implantação, treinamento e manutenção, somados. É como comparar não só o preço do aluguel, mas também condomínio, reforma e manutenção do ponto. Análises de mercado mostram que o software costuma responder por só 20% a 30% do custo real do projeto.
Fonte: NS Success / NetSuite, ERP TCO 2026O que é. ROI é quanto a loja ganha de volta para cada real investido no sistema. É como calcular quanto uma balança nova economiza em erro de pesagem por mês, dividido pelo que ela custou. O ROI só é confiável quando o TCO completo, e não só o preço do software, entra na conta.
Fonte: ERP Research, TCO & ROI Guide 2026Payback
#O que é. Payback é o tempo que o sistema leva para se pagar sozinho com o que economiza ou faz vender a mais. É como contar em quantos meses uma vitrine nova se paga com o aumento de venda. Em ERP, um payback de 12 a 24 meses costuma ser considerado saudável.
Fonte: ERP Research, TCO & ROI Guide 2026Mensalidade / assinatura
#O que é. Mensalidade é o valor fixo que você paga todo mês para usar o sistema, incluindo suporte e atualização. É como a conta de água da loja: previsível e recorrente, em vez de uma obra cara de uma vez só. O valor pode mudar conforme número de usuários, módulos ativos ou faturamento da loja.
Fonte: OnclickComo levar a loja para o sistema novo?5 termos
Onboarding / implantação
#O que é. Implantação é o processo de colocar o sistema novo para funcionar de verdade na loja: configurar, migrar dados antigos e treinar a equipe. É como a reforma antes de abrir uma loja nova: leva tempo, mas define se tudo vai funcionar bem depois. Implantação malfeita é a causa mais comum do sistema parecer ruim quando o problema foi a adoção.
Fonte: OnclickGo-live
#O que é. Go-live é o dia em que o sistema novo passa a valer de verdade, substituindo o antigo ou a planilha. É como o dia da inauguração: tudo precisa estar pronto antes, com equipe treinada e um plano B se algo falhar. Lojas costumam escolher datas de menor movimento para reduzir o risco desse dia.
Fonte: OnclickBig bang vs. faseado (rollout)
#O que é. São duas formas de trocar de sistema. No big bang, a loja toda muda numa única data, mais rápido e mais barato, mas com risco concentrado. No faseado, a troca acontece aos poucos, por setor ou filial, como reformar uma loja em partes sem fechar tudo de uma vez.
Fonte: Panorama Consulting / TechTarget, 2026Migração de dados
#O que é. Migração de dados é levar o cadastro, o estoque e o histórico do sistema antigo para o novo, sem perder nada pelo caminho. É como mudar de casa e conferir se todas as caixas chegaram certas no endereço novo. Dado sujo ou duplicado na mudança vira erro de estoque e nota fiscal desde o primeiro dia.
Fonte: OnclickCustomização vs. parametrização
#O que é. Parametrização é ajustar o sistema usando opções que ele já tem prontas, como configurar uma regra fiscal. Customização é mandar programar algo novo, sob medida, que o padrão não faz. É como escolher entre montar um móvel pronto ou encomendar um marceneiro: a opção pronta é mais rápida e barata de manter.
Fonte: OnclickO que conferir na tecnologia, na segurança e no contrato?8 termos
O que é. SLA é a promessa por escrito do fornecedor sobre quanto tempo o sistema fica no ar. Uptime de 99,9% significa poucas horas de sistema fora do ar por ano. É como a garantia de um equipamento: vale a pena ler o que cobre se o sistema cair na hora da venda.
Fonte: OnclickAtualização contínua (rolling release)
#O que é. Atualização contínua é o sistema em nuvem receber melhorias aos poucos, de forma automática, sem parar a loja para uma reforma grande. É como trocar peças de um equipamento aos poucos, em vez de fechar a loja para uma reforma inteira. Isso ajuda o sistema a acompanhar mudanças de imposto sem susto.
Fonte: OnclickO que é. API-first quer dizer que o sistema já nasce pronto para conversar com outros aplicativos por API (a porta por onde dois sistemas trocam informação sozinhos). É como uma tomada universal em vez de um plugue que só serve para um aparelho. Isso facilita ligar o sistema a qualquer ferramenta nova que a loja queira usar no futuro.
Fonte: OnclickNo-code / low-code
#O que é. No-code e low-code são formas de ajustar telas e automações do sistema sem programar, usando cliques e arrastar. É como montar uma vitrine com peças prontas em vez de construir uma do zero. A Gartner projeta que 75% dos novos aplicativos de empresa serão feitos assim até 2026.
Fonte: Gartner, Low-Code Forecast 2026Vendor lock-in
#O que é. Vendor lock-in é ficar preso a um fornecedor porque é caro ou demorado trocar de sistema depois. É como alugar um ponto com contrato que não deixa você levar as prateleiras embora. Para evitar, exija que seus dados possam ser exportados e que o contrato explique como sair, se precisar.
Fonte: OnclickO que é. A LGPD (a lei que protege os dados do cliente e limita o que você guarda) vale para tudo que a loja guarda no sistema. É como uma fechadura extra no arquivo de clientes: só quem precisa acessa, e fica registrado quem entrou. A multa pode chegar a 2% do faturamento, até R$ 50 milhões por infração.
Fonte: Lei 13.709/2018 (LGPD)O que é. Backup é a cópia de segurança dos dados da loja. Disaster recovery é o plano para voltar a funcionar rápido depois de uma falha grave. É como ter uma cópia da chave do estoque guardada num lugar seguro, caso a original suma. No SaaS, isso costuma ser cuidado pelo fornecedor, mas vale confirmar a frequência.
Fonte: OnclickO que é. Suporte resolve o problema quando algo trava no sistema. Sucesso do cliente é o time que acompanha a loja para garantir que ela use bem o sistema com o tempo. É como ter alguém que não só conserta a balança quando quebra, mas também ensina a pesar melhor.
Fonte: OnclickNenhum termo corresponde ao filtro. Limpe a busca para ver todos.
Comparativo de referência para apoiar a decisão. A melhor escolha depende do porte, do volume de transações, da maturidade de TI e do horizonte de tempo. Estudos de TCO mostram que o on-premise só tende a compensar em operações de altíssimo volume estável, quando todos os custos de equipe e infraestrutura entram na conta.
| Dimensão | Nuvem (SaaS) | On-premise | Híbrido |
|---|---|---|---|
| Investimento inicial | Baixo: assinatura mensal, sem compra de hardware | Alto: licenças, servidores e estrutura própria | Médio: parte em infraestrutura local, parte em nuvem |
| Modelo de cobrança | Mensalidade recorrente (despesa operacional) | Licença perpétua + manutenção (investimento de capital) | Misto: assinatura para a parte em nuvem + custos locais |
| Manutenção e atualizações | Por conta do fornecedor, contínuas e automáticas | Por conta da empresa, com projetos de upgrade | Compartilhada conforme o que roda em cada ambiente |
| Infraestrutura e equipe de TI | Mínima: provedor cuida de servidores e segurança | Robusta: exige equipe e datacenter próprios | Intermediária: TI gerencia o ambiente local |
| Acesso e mobilidade | De qualquer lugar, via navegador | Restrito à rede local ou via VPN | Híbrido conforme o módulo acessado |
| Escalabilidade | Alta e elástica, ajusta recursos sob demanda | Limitada pela capacidade do hardware instalado | Boa, mas restrita pela parte local |
| Velocidade de implantação | Mais rápida: ambiente já pronto na nuvem | Mais lenta: depende de instalar e configurar estrutura | Média: combina os dois cenários |
| Controle sobre os dados | Dados na nuvem do fornecedor (conforme contrato/SLA) | Controle total no ambiente da empresa | Dados distribuídos: sensíveis no local, demais na nuvem |
| Resiliência a queda de internet | Depende de conexão (com modos de contingência no PDV) | Opera localmente mesmo sem internet | PDV/local segue operando; nuvem retoma ao reconectar |
| TCO em 5 a 10 anos | Geralmente menor para o varejo de pequeno e médio porte | Pode pesar com equipe, energia e troca de hardware | Intermediário, com maior complexidade de gestão |
Fonte: ABES e IDC, Mercado Brasileiro de Software 2026; artigo 52 da LGPD; material técnico da Onclick.
O que fazer antes da próxima reunião com o fornecedor
Pegue a última proposta que você recebeu e marque nela cada palavra que aparece neste glossário. Comece pelos 4 termos de custo e retorno, porque são eles que mudam o preço final.
Depois, pergunte por escrito três coisas ao fornecedor: qual é o modelo de entrega, quanto tempo leva o go-live e como sai a migração dos dados do sistema antigo. Guarde a resposta junto da proposta.
Por último, leia a tabela comparativa desta página com o contrato na mão e confira SLA, propriedade dos dados e o custo de sair. Assim você negocia com as 27 palavras já entendidas, que era o que esta página prometia.