Esta página tem uma calculadora que estima quanto a sua loja perde por ano quando o produto acaba e o cliente vai embora. Serve para quem compra mercadoria e olha o estoque toda semana. Você informa três números e vê a perda em receita, em lucro e por mês.

12,28%foi a falta média nos supermercados brasileiros em 2025 (Índice Neogrid)
~30%dos clientes compram no concorrente no mesmo dia (NielsenIQ)
42%das vendas perdidas no varejo vêm da falta na prateleira (Abras)

Por que a falta de produto não aparece no seu extrato

Falta de produto é o cliente chegar e não encontrar o que veio buscar. O nome técnico disso é ruptura, e ela não deixa rastro no caixa nem na contabilidade.

Nenhuma venda perdida gera nota, devolução ou reclamação. O cliente olha a prateleira vazia, dá de ombros e resolve o problema em outro lugar, sem avisar ninguém.

Vamos seguir um cenário até o fim da página. Um mercadinho de bairro fatura R$ 2,4 milhões por ano e nunca mediu quantas vezes o cliente sai de mãos vazias.

O tamanho do problema costuma surpreender. Nos supermercados brasileiros, a falta média ficou em 12,28% em 2025, e supermercados independentes costumam operar entre 6% e 8%.

Pior: cerca de 30% dos clientes compram o item faltante no concorrente no mesmo dia. E 42% de todas as vendas perdidas do varejo nascem justamente da prateleira vazia.

Para o mercadinho do cenário, uma falta considerada baixa já drena dezenas de milhares de reais de lucro por ano. Use a ferramenta abaixo para ver o tamanho disso na sua loja.

Coloque os números da sua loja

Em reais. É tudo o que a loja vendeu nos últimos doze meses, antes de descontar qualquer coisa.

De cada 100 vezes que alguém procura um item, quantas ele não encontra. Supermercados independentes ficam entre 6% e 8%. Se você não mede, comece por 8%.

É a margem de contribuição: o que sobra da venda depois do custo da mercadoria, dos impostos, do frete e da taxa do cartão. No varejo, costuma ficar entre 20% e 40%.

Veja quanto a falta custou no ano

Receita perdida por ano
Lucro perdido por ano
Perda média por mês

Conta feita no seu próprio navegador, a partir dos números que você digitou; nada sai do aparelho. Não substitui análise contábil ou jurídica.

Medir a falta é mais simples do que parece. Basta escolher os itens que mais saem e anotar, uma vez por dia, quantos deles estavam faltando na prateleira.

Como ler o número que apareceu

Olhe primeiro a perda em relação ao faturamento. A tabela abaixo separa três faixas e diz o que fazer em cada uma delas.

SituaçãoPerda sobre a receitaO que isso quer dizerO que fazer
ControladoAbaixo de 2%A falta está num nível aceitável para o tamanho da lojaContinuar medindo todo mês e definir uma meta de queda aos poucos
AtençãoDe 2% a 5%Vaza dinheiro de verdade: de R$ 20 mil a R$ 50 mil a cada R$ 1 milhão vendidoRevisar quando cada item é reposto e a quantidade que a loja mantém dos mais vendidos
CríticoAcima de 5%A falta virou rotina, e a loja poderia estar vendendo bem maisAuditar compra e reposição agora e avaliar um sistema que avise quando o estoque chega ao mínimo

Repare que a perda em lucro é menor que a perda em receita. Ela é o número que importa, porque é o que realmente sai do seu bolso no fim do mês.

O mercadinho do cenário, com 8% de falta e 35% de margem, descobre um buraco anual maior que o custo de um funcionário. Nenhuma linha do extrato mostra esse valor.

Como a conta é feita

A conta tem duas etapas simples. Primeiro, a receita perdida no ano: faturamento anual × (falta em % ÷ 100) × 0,5. Depois, o lucro perdido: receita perdida × (margem de contribuição ÷ 100).

O ponto que merece explicação é o número 0,5. Parte dos clientes aceita um substituto, volta outro dia ou leva um item parecido. Essa venda não some. Por isso a conta assume que só metade da falta vira venda perdida de vez.

Essa escolha é prudente. Cerca de 30% dos clientes já compram no concorrente no mesmo dia. Em lojas onde a falta se repete, o valor real tende a ser maior que o calculado aqui.

Os valores iniciais vêm de fontes públicas de 2025 e 2026. Trate o resultado como uma ordem de grandeza. Ele depende dos três números que você informou.

Vale repetir a conta a cada trimestre. A falta muda com a estação, com a data comemorativa e com a troca de fornecedor, e o número de janeiro não vale para julho.

O que fazer nesta semana

Comece a medir. Escolha os vinte itens que mais saem e confira, uma vez por dia durante uma semana, quantos deles estavam faltando na prateleira.

Com esse número na mão, volte aqui e rode a calculadora de novo. A conta deixa de ser palpite e passa a refletir a sua loja.

Aproveite para anotar também o motivo de cada falta. Fornecedor atrasado, pedido esquecido e venda acima do previsto pedem soluções diferentes.

Depois, defina uma quantidade mínima para cada um desses vinte itens. Quando o estoque chegar nesse ponto, a compra precisa ser disparada sem depender da memória de alguém.

Volte ao cenário do começo. O mercadinho continua com o mesmo faturamento e as mesmas prateleiras, e agora enxerga o valor que a falta tira dele todo mês.

Esse é o trabalho de uma semana. Para ver as outras contas do dia a dia da loja, abra a lista de calculadoras do portal.

Fontes: Índice de Ruptura Neogrid, média anual de 2025; NielsenIQ, para a migração ao concorrente; Abras, para a participação da falta nas vendas perdidas; ECR Brasil, para a faixa dos supermercados independentes.

Perguntas frequentes

O que conta como falta de produto?

Conta toda vez que alguém procura um item e não o encontra na prateleira ou no site. A taxa mede quantas dessas buscas terminam sem produto. Nos supermercados brasileiros, a média de 2025 ficou em 12,28%.

Por que a falta custa tanto se eu nem percebo?

Porque é uma venda que nunca entra no caixa, sem devolução, reclamação ou registro. Cerca de 30% dos clientes compram o item no concorrente no mesmo dia, e 42% das vendas perdidas do varejo vêm dessa prateleira vazia.

Por que a conta usa o número 0,5?

Porque só metade da falta vira venda perdida de vez. A outra metade volta, aceita um substituto ou leva um item parecido. É uma escolha prudente, que evita exagerar o prejuízo.

Que taxa eu uso se ainda não meço a minha?

Comece com 8%, que fica no topo da faixa dos supermercados independentes. Se a sua loja vende muito perecível ou repõe com atraso, use algo entre 10% e 12%. O ideal é passar a medir.

Qual a diferença entre perda de receita e perda de lucro?

Receita perdida é o faturamento que deixou de entrar. Lucro perdido é o que sobraria dele depois de mercadoria, impostos, frete e taxas. O segundo número é menor e é o que o seu bolso sente.

O que é margem de contribuição e qual valor usar?

É quanto sobra de cada venda depois dos custos que variam com ela: mercadoria, impostos, frete, embalagem e taxa de cartão. No varejo brasileiro fica entre 20% e 40%, e 35% serve como ponto de partida.