Em São Paulo, o SAT foi encerrado e a NFC-e (modelo 65) tornou-se o documento fiscal obrigatório do varejo presencial desde 1º de janeiro de 2026, conforme orientações divulgadas pelo Sindilojas-SP. Na prática, quem ainda emitia cupom via equipamento SAT precisou migrar o PDV para a emissão de NFC-e online, com certificado digital, comunicação em tempo real com a Sefaz e um plano de contingência para quando a internet cair. Não é uma troca de hardware: é uma mudança no modelo de emissão.

01/01/2026NFC-e obrigatória em SP (Sindilojas-SP)
Certificado A1compartilhável entre caixas
QR Codeno DANFE da NFC-e

Do equipamento ao documento online

O SAT (Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos) foi a solução paulista para o varejo de massa por quase uma década. Era um equipamento que autenticava o cupom localmente e transmitia os dados em lote, dispensando comunicação constante com a Sefaz. Funcionava bem em ambientes com conectividade instável, mas envelheceu diante de um modelo nacional já consolidado em outros estados: a NFC-e.

A NFC-e modelo 65 é a nota fiscal de consumidor eletrônica. Diferente do SAT, ela é autorizada online pela Sefaz no momento da venda, gera um DANFE simplificado com QR Code para consulta pelo consumidor e dispensa equipamento dedicado — o que reduz custo de hardware e manutenção. O Sindilojas-SP orientou o varejo paulista a concluir a migração para que a virada de 2026 não interrompesse a emissão no caixa.

Certificado digital A1: o coração da migração

O elemento técnico central da NFC-e é o certificado digital. Para emitir, o estabelecimento precisa de um certificado e-CNPJ, e o tipo A1 é o mais adequado ao varejo com múltiplos pontos de venda. O A1 é um arquivo digital instalado no servidor ou no sistema, com validade de um ano, que pode ser usado simultaneamente por vários caixas — diferente do A3, que fica preso a um token ou cartão físico e dificulta operações com muitos PDVs.

A escolha do A1 não é detalhe: em uma loja com cinco caixas, o A1 permite que todos emitam a partir da mesma credencial instalada no sistema, enquanto o A3 exigiria um dispositivo por terminal. Por isso, a recomendação técnica para redes e lojas com vários pontos é padronizar no A1, com rotina de renovação anual agendada para não deixar o caixa parar por certificado vencido.

Contingência: o que fazer quando a internet cai

Como a NFC-e é autorizada online, a pergunta inevitável do lojista é: e se a internet cair no meio do movimento? A resposta é a contingência offline. A legislação prevê que, quando a Sefaz está indisponível, o PDV emite a NFC-e em modo de contingência — o cupom é entregue ao cliente normalmente e a transmissão para a Sefaz ocorre assim que a conexão é restabelecida, dentro do prazo regulamentar.

Operacionalmente, isso significa que o software de PDV precisa ter a contingência embutida e testada. Um sistema que simplesmente trava sem conexão paralisa as vendas; um sistema preparado continua emitindo e sincroniza depois. Testar a contingência antes do pico de movimento — e não durante — é a diferença entre uma queda de internet ser um susto ou um prejuízo.

Os marcos que o varejo paulista precisa conhecer

  • 1º de janeiro de 2026: NFC-e modelo 65 obrigatória no varejo presencial em São Paulo, com encerramento do SAT (Sindilojas-SP).
  • Certificado A1: validade de 1 ano, compartilhável entre múltiplos PDVs — padrão recomendado para lojas e redes.
  • QR Code: presente no DANFE da NFC-e para consulta do consumidor e validação da autenticidade.
  • Contingência offline: emissão mantida sem internet, com transmissão posterior à Sefaz dentro do prazo legal.

A NFC-e já carrega a Reforma

Há um ganho estratégico em concluir a migração agora. A NFC-e modelo 65 segue o mesmo leiaute nacional que recebeu os campos de IBS e CBS pela Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, em vigor desde janeiro de 2026. Ou seja, ao migrar do SAT para a NFC-e, o varejista já adota o documento que comporta a Reforma Tributária — duas transições resolvidas em um único movimento. Quem permaneceu no SAT até o limite terá de absorver as duas mudanças ao mesmo tempo, sob pressão.

A migração também simplifica a operação de quem tem loja física e e-commerce. Com a NFC-e no balcão e a NF-e modelo 55 nas vendas online, o mesmo certificado e o mesmo sistema fiscal cobrem os dois canais, eliminando a duplicidade de equipamentos e fornecedores que o SAT impunha.

flowchart LR
  A[SAT encerrado] --> B[Certificado A1]
  B --> C[NFC-e modelo 65 online]
  C --> D[Contingência se a internet cair]
  C --> E[Já carrega IBS/CBS]

Como a Onclick ajuda

O PDV Web da Onclick foi construído para a emissão de NFC-e modelo 65 online, com certificado digital A1 compartilhado entre os caixas, DANFE com QR Code e contingência offline embutida — de modo que a queda de internet não pare a venda e a transmissão à Sefaz aconteça automaticamente na reconexão. Como o leiaute já incorpora os campos de IBS e CBS da NT RFB/CGIBS 2025.002, o varejista paulista resolve em um único sistema a saída do SAT e a entrada na Reforma Tributária, com o caixa físico e o e-commerce integrado ao APIECOMM operando sobre a mesma base fiscal.

Perguntas frequentes

O SAT acabou em São Paulo e a NFC-e é obrigatória desde quando?

Sim. Em São Paulo, o SAT foi encerrado e a NFC-e (modelo 65) tornou-se o documento fiscal obrigatório do varejo presencial desde 1º de janeiro de 2026, conforme orientações divulgadas pelo Sindilojas-SP. Quem ainda emitia cupom por equipamento SAT precisou migrar o PDV para a emissão de NFC-e online, com certificado digital, comunicação em tempo real com a Sefaz e plano de contingência. Não é troca de hardware: é mudança no modelo de emissão.

Qual a diferença entre o SAT e a NFC-e modelo 65?

O SAT era um equipamento que autenticava o cupom localmente e transmitia os dados em lote, dispensando comunicação constante com a Sefaz. A NFC-e modelo 65 é a nota fiscal de consumidor eletrônica, autorizada online pela Sefaz no momento da venda, gera um DANFE simplificado com QR Code para consulta do consumidor e dispensa equipamento dedicado, o que reduz custo de hardware e manutenção. É o modelo nacional já consolidado em outros estados.

Por que usar certificado digital A1 na emissão de NFC-e?

Porque o A1 é o tipo mais adequado ao varejo com múltiplos pontos de venda. É um arquivo digital instalado no servidor ou sistema, com validade de um ano, que pode ser usado simultaneamente por vários caixas. O A3 fica preso a um token ou cartão físico e exigiria um dispositivo por terminal. Em uma loja com cinco caixas, o A1 permite que todos emitam da mesma credencial, por isso é o padrão recomendado para lojas e redes.

Como emitir NFC-e quando a internet cai na loja?

Pela contingência offline. Como a NFC-e é autorizada online, a legislação prevê que, quando a Sefaz está indisponível, o PDV emite o documento em modo de contingência: o cupom é entregue ao cliente normalmente e a transmissão à Sefaz ocorre assim que a conexão é restabelecida, dentro do prazo regulamentar. Por isso o software de PDV precisa ter a contingência embutida e testada antes do pico de movimento, não durante.

Migrar do SAT para a NFC-e já resolve a Reforma Tributária?

Em boa parte, sim. A NFC-e modelo 65 segue o mesmo leiaute nacional que recebeu os campos de IBS e CBS pela Nota Técnica RFB/CGIBS nº 2025.002, em vigor desde janeiro de 2026. Ao migrar do SAT para a NFC-e, o varejista já adota o documento que comporta a Reforma, resolvendo duas transições em um único movimento. Quem permaneceu no SAT até o limite terá de absorver as duas mudanças ao mesmo tempo, sob pressão.

Como o PDV Web da Onclick atende à obrigatoriedade da NFC-e?

O PDV Web da Onclick foi construído para emissão de NFC-e modelo 65 online, com certificado digital A1 compartilhado entre os caixas, DANFE com QR Code e contingência offline embutida, de modo que a queda de internet não pare a venda e a transmissão à Sefaz aconteça automaticamente na reconexão. Como o leiaute já incorpora os campos de IBS e CBS da NT 2025.002, o varejista paulista resolve a saída do SAT e a entrada na Reforma em um único sistema.

A NFC-e ajuda quem tem loja física e e-commerce ao mesmo tempo?

Sim. A migração simplifica a operação de quem vende nos dois canais: com a NFC-e modelo 65 no balcão e a NF-e modelo 55 nas vendas online, o mesmo certificado e o mesmo sistema fiscal cobrem ambos, eliminando a duplicidade de equipamentos e fornecedores que o SAT impunha. Na Onclick, o caixa físico e o e-commerce integrado ao APIECOMM operam sobre a mesma base fiscal, com certificado A1 único para os dois canais.